Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA
O blog “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim, publicou uma análise sobre o massacre da escola em Realengo (RJ) em que sugere que a tragédia é noticiada conforme a relação entre a embaixada dos EUA e os veículos de grande mídia que ele classifica como “Partido da Imprensa Golpista” (PIG).
Reproduzindo documentos vazados pelo site WikiLeaks, o post – intitulado “Escândalo em Realengo: embaixada americana pauta o PIG” – diz que os EUA teriam interesse em “engajar o Brasil na difamação de religiões”, sobretudo o Islamismo, e que a imprensa teria papel crucial.
Suspeita-se que Wellington Menezes de Oliveira, que matou 11 crianças e feriu outras 13, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (07), tenha vínculos com o Islamismo, segundo depoimento de sua irmã. O atirador se matou após ser atingido por um policial.
“Ele estava muito focado em coisas relacionadas ao islamismo e tinha deixado a barba crescer muito. Ele era estranho, ficava na internet o dia inteiro lendo temas relacionados e era muito estranho, muito reservado”, disse Rosilane Menezes em entrevista à Rádio Bandnews.
Junto ao documento da embaixada dos EUA, o site lista uma série de reportagens de veículos considerados partidários da chamada “imprensa golpista” e ilustra o post com uma arte gráfica em que aparecem os nomes de Veja, O Globo e Folha de S.Paulo.
| Reprodução |
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| Ilustração do post |
Veja trecho do documento da embaixada dos EUA sobre a necessidade de engajamento do Brasil na difamação de religiões e do papel da imprensa:
“Aumentar a atividade pela mídia e o alcance das comunidades religiosas parceiras: Até agora, nenhum grupo religioso no Brasil assumiu a defesa da difamação de religiões. Mas o Brasil é sociedade multirreligiosa e multiétnica, que valoriza a liberdade de religião. Um esforço para difundir a consciência sobre os danos que podem advir de se proibir a difamação das religiões pode render bons dividendos. Grandes veículos de imprensa, como O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja, podem dedicar-se a informar sobre os riscos que podem advir de punir-se quem difame religiões, sobretudo entre a elite do país”.
“Essa embaixada tem obtido significativo sucesso em implantar entrevistas encomendadas a jornalistas, com altos funcionários do governo dos EUA e intelectuais respeitados. Visitas ao Brasil, de altos funcionários do governo dos EUA seriam excelente oportunidade para pautar a questão para a imprensa brasileira. Outra vez, especialistas e funcionários de outros governos e países que apóiem nossa posição a favor de não se punir quem difame religiões garantiriam importante ímpeto aos nossos esforços”.
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